domingo, dezembro 20, 2015

Eleições gerais espanholas 2015: resultados eleitorais

Resultados das eleições legislativas espanholas, para o "Congreso de Diputados" e "Senado"...

Para o Congresso elegiam-se 350 deputados, sendo necessários 176 para a maioria absoluta. 
Estão neste momento contados mais de 99% dos votos.
O sistema eleitoral espanhol favorece os partidos mais votados em detrimento dos menos votados na distribuição dos votos, num cenário em que existem partidos regionalistas, estes com menos votos no total de Espanha, mas concentrados nas regiões onde concorrem, com menos votos no total, elegem mais deputados...
Para formar um grupo parlamentar em Espanha são necessários obter mais de 5% dos votos.

Sigam a contagem dos votos aqui.

Partido Popular (PP): 28,71% - 123 mandatos
Partido Socialista Obrero Español (PSOE): 22,02% - 90 mandatos
Podemos: 20,65% - 69 mandatos
Ciudadanos (C's): 13,93% - 40 mandatos
Izquierda Unida (IU): 3,67% - 2 mandatos
...

Brancos: 0,75%
Nulos: 0,89%

Abstenção: 26,79%

A Izquierda Unida, sendo a 5.ª força com mais votos a nível nacional, com mais de 900 mil votos, vê-se ultrapassada pelos partidos regionalistas como a ERC (9), DiL (8), PNV (6) e EH BILDU, que elege também 2 deputados, mas com 1/3 dos votos da IU.
Bipartidismo posto em cheque em Espanha, confirmando os resultados das últimas europeias e das últimas eleições regionais e locais, realçando-se a derrota generalizada dos partidos nacionalistas, com as excepcões da ERC e do PNV.
O PP espanhol ganhou as eleições, mas tal como em Portugal, o partido de direita no Governo perdeu a maioria absoluta, tal como em Portugal o maior partido da oposição, o PS, os socialistas do PSOE não foram os maiores beneficiados da queda estrondosa do direita governamental, com o PSOE a ver posto em causa a sua posição pelo Podemos.
Um cenário à portuguesa é cada vez mais previsível, sendo que as contas pós-eleitorias parecem ainda mais dificeis...
O PP ganhou, mas pode não governar, já que o mais provável alidado para um acordo de Governo, o Ciudadanos, somados os mandatos aos do PP não chegam para obter a maioria dos deputados no "Congreso de Diputados", sendo necessário um terceiro e um quarto suporte parlamentar e não se vislumbra quem possa ser...
Falhada a hipóstese do PP, o PSOE no 2.º lugar, a quem não basta somar os seus deputados aos do Podemos, nem eventualemente da Izquierda Unida, teria de contar com o apoio do Ciudadanos ou da ERC ou quem sabe de quem...
Há sempre a hipótese duma "grande coligação", PP e PSOE, a qual não passará de mera hipótese matemática, tal como em Portugal esse cenário, com PSD, PP e PS, verdadeiramente não chegou a ser equacionado.

Sigam aqui a noite eleitoral:
RTVE
Cadena Ser
Onda Cero 
El País 
El Mundo
ABC
Público
El Periódico
La Razón
La Vanguardia 
La Voz de Galicia 
El Correo Gallego

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Eleições gerais espanholas 2015: projecções à boca de urna

As projecções da RTVE à boca de urna...

Sigam a contagem dos votos aqui.

Partido Popular (PP): 26% - 114 a 118 mandatos
Partido Socialista Obrero Español (PSOE): 20,5% - 81 a 85 mandatos
Ciudadanos (C's): 15,2% - 47 a 50 mandatos
Podemos: 21,7% - 76 a 80 mandatos
Izquierda Unida (IU): 4,1% - 3 a 4 mandatos

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domingo, outubro 04, 2015

Eleições legislativas portuguesas de 4 de Outubro de 2015: comentário

Quando faltam contar os votos dos emigrantes, com 4 mandatos por atribuir, mas que já sem influência na questão da maioria absoluta... penso o seguinte:

PSD e PP juntos tiveram menos votos, menor percentagem e deputados que em 2011:
104 deputados (2011: 105, PSD; 24, PP = 129 deputados)... uma perda de 25 deputados!
38,58% (PSD: 38,63%; PP: 11,74% = 50,37%)... um recuo de mais de 10% dos votos!

A coligação de direita, PàF (PPD/PSD e CDS-PP) ganhou estas eleições com maioria relativa e será, naturalmente, chamada a formar Governo pelo Presidente da República... mas necessita do apoio da maioria absoluta do votos na Assembleia da República ara ser Governo... assim, resta-lhe negociar com os partidos com representação parlamentar o apoio para governar. 
E aqui começa problema...

Que partido viabilizaria este acordo? PS? 
BE? CDU? PAN (só elegeu um deputado pelo que não chega)

Não tendo apoio maioritário, o PR tem de chamar a formar Governo PS... já que sempre defendeu um Governo com apoio maioritário na AR...

Sendo assim, o PS deverá reunir-se com o BE e com a CDU para esse fim, e formar um Governo com o apoio parlamentar das três forças políticas... o que pode passar pela atribuição de dois cargos de vice-primeiros-ministros, um ao BE e outro à CDU, com vários ministros e secretários de estado desdes partidos à esquerda do PS... obviamente passando por um programa de Governo conjunto, não sem dificuldades de conciliação, mas que terá que ser tentado... é a oportunidade do PS regressar ao Governo, liderando uma coligação (pós-eleitoral) de esquerda pela primeira vez em Portugal, a oportunidade de BE e CDU, formarem parte dum Governo,

Votação escassa do PS, que mesmo subindo em votos, em percentagem e em mandatos em relação a 2011 (onde obteve um dos piores resultados de sempre), contra um mau Governo muito mau seria se não recuperass algo do seu eleitorado! O PS ganhou em 7 círculos eleitorais. 
Neste quadro, o PS que sempre se bate por ganhar as eleições e cujo líder António Costa chegou a pedir a maioria... ABSOLUTA... resta-lhe demitir-se, até porque na disputa interna com o anterior secretário-geral do PS, António José Seguro, disse que depois de o PS GANHAR as europeias, que não bastava ao PS ganhar por pouco... e agora que nem ganhou por pouco, mas PERDEU...

António Costa disse que não se ia demitir... também Pedro Santana Lopes quando teve um resultado históricamente mau pelo PSD... mas lá teve de ser... não saiu pelo próprio pé teve de ser ajudado.

Resultado histórico e surpreendente pelos números do BE, passa de 8 para 19 deputados, duplica a percentagem de votos, ultrapassa os 500 mil votos e torna-se na terceira representação parlamentar... superando o máximo histórico de 2009 com 9,8%.

A CDU melhora o resultado face a 2011, aumento de votos (mesmo com o aumento da abstenção), aumento percentual e aumento de deputados, de 16 para 17. O melhor resultado dos últimos 20 anos...

À esquerda do PS, temos 18,5% dos votos e 38 deputados. Um resultado histórico. 
Nunca CDU e BE juntos tinham alcançado tantos votos.
O voto útil à esquerda não funcionou...

Parabéns ao PAN pela eleição pela primeira vez dum deputado.

Grande desilusão do PDR e do Livre.

O votos votos nulos aumentaram, os brancos desceram.

A abstenção chegou aos 43,07%, superior à de 2011.

Se toma posse um Governo minoritário PSD com o PP, será um Governo a prazo, que cairá com uma moção de censura vinda de qualquer força da esquerda...

O bipartidarismo (PS e PSD) e os "partidos do arco do poder" (PS, PSD e PP)...
Nunca este conjunto de três partidos (PS, PSD e PP) tivera em eleições legislativas desde 1975, um conjunto de votos inferior a 70%, excepção feita às eleições de 1985, quando entrou em cena o PRD, mais normalmente PS e PSD juntos normalmente ultrapassam os 75% dos votos.

Curiosidade:
Face a 2011, o PS subiu, a CDU também, a abstenção aumentou, só o PSD e o PP baixaram... quem foram os 5% extra que votaram no BE... eleitores dp PSD e do PP!?

Como militante do Partido Socialista desde 1994 defendo o seguinte:
Demissão de António Costa e marcação imediata de eleições internas. 
Demissão de todas os secretariados federativos distritais do PS em cujo círuculo eleitoral o PS não tenha ganho a eleição.

Falhada a esperada formação de um Governo de maioria liderado por Pedro Passos Coelho... 
Defendo a escolha de Jorge Sampaio para chefiar um Governo de esquerda com um acordo de incidêcia parlamentar e integrando no Governo PS, BE e CDU. 
Desde já deverá haver lugar a negociações do PS, com o BE e a CDU.
O antigo secretário-geral do PS, foi presidente do Grupo Parlamentar do PS, duas vezes PR, duas vezese eleito numa coligação da esquerda "Por Lisboa" (PS, PCP, Os Verdes, os dois partidos integrantes da CDU e MDP/CDE, UDP e PSR, estes três últimos partidos fundadores do BE) como Presidente da Câmara Municipal de Lisboa... têm a experiencia e a credibilidade para ser o escolhido e é o nome que teria o apoio de toda a esquerda para um Governo de esquerda, já o apoiou em Lisboa e já votou nele nas eleições presidenciais. 
Não tem de ser líder do PS, nem ter sido eleito deputado para este fim. 
Não vejo outro nome com experiência e gerador de consensos como J. Sampaio.

PS, mas sobretudo o BE e a CDU, devem aproveitar esta oportunidade histórica para fazer no Governo o que anos a fio apregoam na oposição... que outra política é possível.
PS, CDU e BE, terão de ceder cada um nalguma coisa, para todos ganharem algo.

Na eventualidade de qualquer coligação pós-eleitoral, acordo de incidência parlamentar, ou entrada num governo da direita, com o PSD e o PP que reúna o apoio do PS... tomarei a decisão, que quem me conhece, advinhará.

Devemos saber perder e saber ganhar, assim os agentes políticos devem ser coerentes com o que afirmaram em camanha eleitorial.

Os resultados eleitorais: 

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Eleições legislativas portuguesas 2015: as projecções...

Projecções à boca de urna dão vitória à coligação de direita, mas sem maioria absoluta. ver aqui

Estas são as projecções de votos nas Legislativas 2015:

PaF - 43 a 38% (RTP) / 40,2 a 36,4 (SIC) / 41,6 a 36,8 (TVI)

PS - 35 a 30% (RTP) / 33,1 a 29,6 (SIC) / 33,9 a 29,5 (TVI)

BE - 11 a 8 (RTP) / 10,5 a 8,1 (SIC) / 12,0 a 8,4 (TVI)

CDU - 9 a 7 (RTP) / 9,0 a 6,8 (SIC) / 10,3 a 6,7 (TVI)

Dependendo das projecções... Livre/Tempo de Avançar, Pessoas, Animais e Natureza (PAN) e/ou Juntos Pelo Povo elegem, cada um, um deputado, mas sem poder constituir um grupo parlamentar, para isso seria necessário eleger 2 deputados cada.

Elegem-se 230 deputados à AR, para a maioria parlamentar é necessário ter 116 deputados, apenas uma sondagem no intervalo superior prevê os 116 para a coligação PSD e PP, sob o nome Portugal à Frente.

A oposição de esquerda teria a maioria parlamentar.

Em breve os resultados. Acompanhe o escrutínio em directo, aqui.

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segunda-feira, setembro 21, 2015

Portugal a votos...

Portugal vai a votos no próximo dia 4 de Outubro de 2015.
Tratam-se de eleições legislativas, eleições para a Assembleia da República.

O que está em causa?
A eleição de 230 deputados, distribuídos por distribuídos por 20 círculos eleitorais (plurinominais) distritais a nível nacional, mais dois círculos da emigração, um na Europa, outro fora da Europa.
A maioria absoluta obtêm-se com 116 deputados. (todos os círculos e quantos deputados são eleitos por cada um, ver AQUI)
Além de estar em jogo a votação para o órgão legislativo português, está em causa a eleição do futuro Governo de Portugal, já que do partido (ou coligação) mais votado sairá o primeiro-ministro encarregue pelo Presidente da República de formar Governo.
Mas atenção a todos os membros das listas candidatas, antes de mais aos das principais formações políticas e que mais hipótese têm de ser Governo, já que dos cabeças-de-lista além do líder do partido mais votado que será designado Chefe de Governo e não ocupará o lugar de deputado, há entre os cabeças-de-lista do partido vencedor alguns mais do que prováveis ministeriáveis, logo, que também darão lugar aos nomes que se seguem na lista de deputados... assim, mais do que pensar em escolher em função dos cabeças-de-lista por cada círculo eleitoral, valerá a pena dar uma vista de olhos pelos nomes mais escondidos, no caso dos dois maiores partidos, incluindo nos suplentes... para não haver surpresas... 

O jornal Expresso publica uma infografia, útil, mas incompleta e tendenciosa,  já que não se entende o porquê da inclusão dos cabeças-de-lista de alguns pequenos partidos, em detrimento de outros pequenos partidos...

Às próximas eleições apresentam-se 15 candidaturas, de partidos e coligações:
Partido Democrático Republicano PDR
CDU - Coligação Democrática Unitária PCP-PEV
Portugal à Frente PPD/PSD . CDS-PP
Partido da Terra MPT
LIVRE/Tempo de Avançar L/TDA
Pessoas-Animais-Natureza PAN
Agir PTP-MAS
Juntos pelo Povo JPP
Partido Nacional Renovador PNR
Partido Popular Monárquico PPM
Nós, Cidadãos! NC
Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses PCTP/MRPP
Partido Socialista PS
Bloco de Esquerda B.E.
Partido Unido dos Reformados e Pensionistas PURP
(ver AQUI o boletim de voto)

Curiosidade: na Madeira e nos Açores, os partidos da coligação PPD-PSD/CDS-PP no Governo, que no Continente concorrem em conjunto como "Portugal à Frente",  nas duas regiões autónomas concorrem separados... onde o PP se coliga com o PPM nos Açores...

Constatação: o PDA, que integra uma coligação com PTP-MAS-AGIR, concorre sozinho pelos Açores.

Uma perplexidade: A ordem das candidaturas, nos diferentes boletins de votos nos vários círculos eleitorais, não é a mesma.

Tome-se nota que o líder do CDS-PP, Paulo Portas, Presidente o parceiro menor da coligação de direita, não encabeçará a lista da coligação por nenhum círculo eleitoral, nem pelo Porto, o segundo círculo eleitoral do país, nem por Aveiro, por onde tradicionalmente concorria e onde os populares têm forte implantação, mas é o... n.º 2 da lista da PàF por Lisboa. (ver AQUI os candidatos no círculo da Capital)  

Estes são os partidos registados em Portugal, com a respectiva data de registo no Tribunal Constitucional. (Ver AQUI)

As listas dos candidatos a deputados pelo círculo eleitoral de Castelo Branco... ver AQUI.

Voltará a abstenção a bater recordes em Portugal... em dia de "bola"!?
Atenuar-se-á o bipartidismo à volta de PS e PSD... com a fragmentação de votos entre os pequenos partidos, como no caso grego e espanhol?
Sairá reforçado, apesar de tudo, o bipartidismo, numa tentativa de obtenção de uma maioria absoluta, com receios de dificuldades na criação de coligações governativas!?

Agora que já é um leitor bem informado já pode votar... 


participe no nosso questionário: AQUI.

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domingo, janeiro 25, 2015

Syriza vence eleições gregas...

Coligação da Esquerda Radical (Syriza) vence as eleições gregas.

Siga o escrutínio eleitoral em directo helénico, aqui.

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domingo, junho 17, 2012

Nova Democracia de Antonis Samaras, vence eleições gregas e fará governo de coligação "pró-europeu" com PASOK...

Com 99,83% dos votos contados, a direita conservadora grega garantiu a possibilidade de formar um governo de coligação, após vencer hoje (ontem) um escrutínio muito disputado e seguido com particular atenção pelos círculos políticos e financeiros internacionais... numa  (União) Europ(ei)a à beira de um ataque de nervos!
Com os partidos de esquerda eleitos para o parlamento grego a obterem 49,92% dos votos, ainda que isso pouco signifique já que o que estava em causa nesta eleições era menos se a esquerda ou a direita ganhava as eleições, mas se os partidos disponíveis para assinar pacto de austeridade tinham mais votos ou se seriam os que se opunham ao mesmo e nesta debate, nesta particular "batalha", ganharam os partidos disponíveis a aceitar a ajuda externa com todas as suas implicações.
O eleitorado grego foi seduzido por um apelo ao voto útil concentrando os votos nos dois partidos mais votados nas eleições de Maio, a Nova Democracia e a Coligação de Esquerda Radical, continuando a penalizar ainda mais o PASOK. 170 mil votos separam os dois partidos mais votados e apenas 2,77%, mas lei eleitoral grega que favorece o partido mais votado, dando-lhe mais 50 deputados, o que dá uma diferença de votos para a ND de 58 deputados, sem esse mecanismo que pretende favorecer governos de maioria seriam apenas 8. O eleitorado grego contribuiu assim para facilitar a formação de um Governo, falta agora os políticos gregos entenderem-se, com sete partidos representados no parlamento, um deles já de si uma coligação de inúmeras forças políticas, o Syriza (coligação de 12 movimentos políticos), não será tarefa fácil.

A Nova Democracia (ND) de Antonis Samaras obteve 29,66% (18,5% em Maio), assegurando 129 dos 300 lugares de deputados, incluindo o "prémio" de 50 deputados concedido ao partido que garante a primeira posição.
Samaras convidou todos os partidos «pró-europeus», ou seja, disponíveis para assinar pacto de austeridade que garante apoio externo,  a participar num «governo de união» dirigido pela ND.
Com o PASOK (socialista, centro-esquerda), que obteve 12,28% e 33 lugares (menos 0,9% e menos 8 deputados, agravando resultado das últimas eleições), a ND garantindo a tão ambicionada maioria absoluta de 162 lugares, que lhe permitirá fazer aprovar as reformas necessárias exigidas pelos credores internacionais (União Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) para o prosseguimento dos empréstimos financeiros num país em profunda crise económica.
O líder do PASOK, Evangelos Venizelos, apelou para a formação de uma ampla coligação que também integre as formações à sua esquerda, talvez para garantir não só um governo com maior apoio parlamentar, mas também para compensar o peso da direita que liderará futuro Governo.
Pelo que pequeno partido pró-euro Esquerda Democrática (Dimar), que garantiu 6,25% e 17 deputados (6,27% e 19 deputados, em Maio), poderá juntar-se à coligação de Governo.
Este segundo escrutínio em menos de dois meses, após as inconclusivas eleições de 6 de Maio, confirmou a radicalização interna e uma nova bipolarização, com a fragmentação do centro-esquerda, em perda para a esquerda.
À semelhança do que sucedeu há seis semanas, o escrutínio confirma a desagregação do velho bipartidarismo (PASOK e ND) que dominou o país desde o regresso da democracia em 1974 (depois da  ditadura militar, a Ditadura dos Coronéis: 1967-1974), ilustrada pela recusa dos gregos em aceitar a políticas de austeridade e a velha classe política clientelista, considerada responsável pelo colapso do país.
À esquerda, a Syriza, inimiga das políticas de austeridade, prosseguiu um forte crescimento eleitoral ao obter 26,89% (16,78% em Maio) e consolidou a posição de segundo maior partido da Grécia.
O líder, Alexis Tsipras, reconheceu a derrota, mas rejeitou a ideia de integrar uma coligação de "unidade e salvação nacional".
O partido neonazi Aurora Dourada (Chryssi Avghi) resistiu com 6,92% votos e 18 lugares (6,97%, 21 deputados em Maio, quando pela primeira vez conseguiu representação parlamentar na história moderna da Grécia).
Uma das grandes surpresas destas eleições antecipadas foi resultado do Partido Comunista Grego (KKE), que perdeu metade dos eleitores, com apenas 4,5%  (12 lugares), contra 8,48% e 26 deputados.
O sétimo partido a obter representação no hemiciclo, e como sucedeu há seis semanas, foram os Gregos Independentes, uma formação nacionalista e conservadora que resultou de uma cisão da ND liderada por Panos Kammenos, com 7,51% e 20 deputados (10,61% em Maio, 33 deputados eleitos em Maio), um dos prejudicados agora pelo efeito do voto útil, também poderá ter uma palavra nos jogos políticos de bastidores que já se iniciaram em Atenas.
A extrema-direita no seu conjunto perde votos, já que o LAOS que ficara à beira do parlamento grego em Maio, com 2,9% (abaixo dos 3% necessários), perdeu metade do seu eleitorado, ao passo que o Aurora Dourada se de alguma forma consolidou a sua posição, perdeu votos e 3 deputados. Outro partido que ficara à porta do parlamento em Maio, os Ecologistas Gregos, perdeu 2/3 do eleitorado, com 0,88%, contra os 2,93% de Maio.

A participação eleitoral foi de 62,47% dos votos.

Todos os resultados, aqui.

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Socialistas franceses vencem legislativas

PS francês com maioria na Assembleia Nacional francesa, com mais de 40% dos votos. Direita em queda, extrema-direita penalizada.
Nova vitória socialista do PS liderado por François Hollande, recentemente eleito Presidente da República Francesa.

Ver aqui todos os resultados.

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Grécia a votos, hoje! Nossos votos...

"A Grécia nas Ruínas de Missolonghi", óleo sobre tela de Eugène Delacroix, 1826

Os eleitores gregos voltam hoje à urnas, que o voto do povo grego possa contribuir para o mitigar da crise e para não aumentá-la.
Seja qual for o resultado, com ou sem maioria de um só partido, faço votos que saia destas eleições uma maioria parlamentar, a bem da Grécia...
Que os eleitores confrontados com o boletim de voto, perante as escolhas que tem, vote a pensar no futuro do seu país, independentemente das pressões externas ou dos desejos de quem quer decidir o futuro do seu país por eles.

É preciso dizer BASTA a alguns líderes de alguns Estados querem decidir pelos povos de outros países: se devem ou não devem fazer referendos (e já agora aconselhando Sim ou Não, neles), se devem ou não devem ir a votos, se devem ou não devem pedir ajuda externa...

Um desejo que não posso deixar de manifestar, que a extrema-direita grega que quer "varrer" os estrangeiros dos empregos, das escolas e dos hospitais... do país, enfim, seja ela "varrida" do parlamento grego.

Sobre as últimas eleições gregas em Maio, ver aqui.

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domingo, junho 05, 2011

Eleições legislativas Portugal 2011: resultados eleitorais

Resultados eleitorais das Eleições para a Assembleia da República de 5 de Junho de 2011:

2011 2009

% Deputados % Deputados

PSD……....… 38,63% (105) ---- 29,09% (78)

PS……..…..... 28,05% (73) ---- 36,56% (96)

CDS-PP....… 11,74% (24) ---- 10,46% (21)

PCP-PEV…… 7,94% (16) ---- 7,88% (15)

BE……..…...…. 5,19% (8) ---- 9,85% (16)

PCTP/MRPP.. 1,13% (0) ----- 0,93% (0)

PAN……..….... 1,04% (0) ----- Não concorreu

MPT…….….... 0,41% (0) ----- 0,21% com PH (0)

MEP……..…... 0,39% (0) ----- 0,45% (0)

PNR……..….... 0,32% (0) ----- 0,21% (0)

PTP………...... 0,30% (0) ----- 0,08% (0)

PPM……....… 0,27% (0) ------ 0,27% (0)

PND…….…... 0,21% (0) ------- 0,38% (0)

PPV……...….. 0,15% (0) ------ 0,15% (0)

POUS…...….. 0,08% (0) ------0,08% (0)

PDA……….... 0,08% (0) ------ Não concorreu

PH……….….. 0,06%(0) ------ 0,21% com MPT (0)

Brancos ..... 2,67% ----- 1,75%

Nulos ......... 1,36% ----- 1,31%

Abstenção..... 41,10% ------ 39,46%

A Direita ganhou as eleições, com uma coligação pós-eleitoral PSD/PP a governar o país.

PSD, PP e PCP-PEV, votos brancos, nulos e abstenção sobem PS e BE descem, PCTP e PAN ficam à beira de eleger um deputado.

Sobre a abstenção: não está na hora de resolver o problema dos eleitores fantasmas? Sabem quantos são, resolva-se o problema. Aumentaria a legitimidade e a representatividade dos eleitos e não colocaria problemas de validade em termos de futuros referendos. Não é pouco!

Volta-se a falar numa revisão constitucional, cá estaremos prontos para a discussão das propostas, quando estiverem em cima da mesa, sendo certo que para que isso aconteça o PS terá de se aliar à Direita para fazer os 2/3 na AR, a ver vamos...

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sexta-feira, junho 03, 2011

Breves notas sobre uma campanha eleitoral: eleições legislativas Portugal 2011

Eleição da Assembleia da República - 5 de Junho de 2011, as candidaturas admitidas:

BE. Bloco de Esquerda

CDS-PP CDS - Partido Popular

MEP Movimento Esperança Portugal

MPT Partido da Terra

P.H. Partido Humanista

PAN Partido Pelos Animais e Pela Natureza

PCP-PEV CDU - Coligação Democrática Unitária

PDA Partido Democrático do Atlântico

PND Nova Democracia

PNR Partido Nacional Renovador

POUS Partido Operário de Unidade Socialista

PPD/PSD Partido Social Democrata

PPM Partido Popular Monárquico

PPV Portugal pro Vida

PS Partido Socialista

PTP Partido Trabalhista Português

Um total de 17 partidos ou coligações, ainda que nem todos sem apresentem em todos os círculos eleitorais.

Tempos de antena
A lei eleitoral portuguesa garante (e bem, nem aceitariamos cenário diferente) tempos de antenas nas televisões e nas rádios a todas as listas candidatas.
É um direito, garante um mínimo dos mínimos aos pequenos partidos com parcos meios para a campanha... e é aqui que me quero centrar... alguns pequenos partidos, sem dinheiro para grandes cartazes, nem brindes, nem folhetos, visibilidade mediática, nem apoiantes para encher grandes comícios deveriam fazer uma aposta substancial aqui... no entanto alguns, por falta de meios humanos ou económicos, não sabemos desperdiçam os mesmos não transmitindo os seus tempos de antena... não entendemos!!!

Debates
Alguns, cedendo ao mediatismo, acham que só devia haver debate entre os partidos parlamentares, alguns vão mais longe e defende que só deveriam debater os líderes de PSD e PS, outros que deveriam ser debates a dois todos contra todos... com 17 partidos é impraticável.
A ser pensado numa próxima campanha eleitoral, o que defendo?
Um debate em simultâneo nas três televisões generalistas em sinal aberto ou três debates, um em cada uma delas com todos os partidos, um debate alargado em termos de tempo, de 2 horas! Ou a Democracia não é mais importante do que o mediatismo? Depois que se fizessem as entrevistas a cada candidato, os frente a frentes com os candidatos parlamentares, independentemente de mais alguns tipos de debates.
Dois pequenos partidos ganharam uma batalha judicial nesta campanha... um deles faltou aos debates!!!???

Dia de reflexão
Alguns contestam este dia, eu defendo-o.
Depois de 15 dias de campanha, de uma pré-campanha com outros tantos, um dia para pensar nas propostas, sem pressão, sem gritos de altifalantes ou buzinadelas... não se trata de menorizar o eleitor, como alguém defende, não gostaria de ver entrega de propaganda eleitoral à porta das mesas de voto... alguém vê utilidade nisso?

Quais as opções?
Votar à direita, esquerda, centro ou outra coisa qualquer...
Votar apoiando o acordo/memorando da troika/triunvirato, apoiar a renegociação da dívida ou até o não pagamos...
Voltar por Portugal de vocação europeia, de vocação atlântica, num Portugal lusófono, dando importância a tudo isto ou num Portugal isolado...
Votar pelos serviços públicos de qualidade e ao seviço de todos ou votar num Estado minimalista e em que pague quem pode com o Estado a subsidiar os privados...
Votar por terceiro referendo à despenalização do aborto ou pelo melhoria da aplicação da actual lei...
Votar por que se cumpra finalmente uma regionalização, num processo bem debatido, construído de baixo para cima, bem explicado, cumprindo a Constituição ou enterrar de vez a Regionalização porque ao fim e ao cabo os cidadãos não merecem nem necessitam de representantes regionais democraticamente eleitos...
Votar por uma redução de Ministérios, o da Cultura incluída... ao mesmo tempo que se cria uma Secretaria de Estado para o Idoso e se cria um Super-Ministério da Administração Interna ou então afirmar a importância da Cultura, mantendo este Ministério, sem querer desprezar a importância da Segurança mas não a sobrevalorizar...

Pluralismo
A cobertura jornalística deve ir de encontro ao que existe, se um partido quase não tem iniciativas não poderá fazer-se cobertura do que não existe, parece óbvio, no entanto, reiteradamente, preterir uns em função de outros, preferir uns em detrimentos de outros, com fotos ou imagens tendenciosas isso deve ser condenado.

Sondagens
Há sondagens para todos os gostos!
Não entendo os critérios jornalisticos que levam a apresentar uma sondagem como uma resultado eleitoral: o partido X ganha as eleições!
Parece, a acreditar nas vários estudos de sondagens, que está tudo decidido: o PSD ganha sem maioria absoluta, o PS fica em segundo a pouca distância, segue-se o terceiro, o PP, que formará uma nova AD com o PSD, depois a CDU, a seguir o BE, depois os pequenos partidos, provavelmente sem eleição de qualquer deputado, com uma subida dos votos brancos, nulos e da abstenção...
É o que "está escrito"... Será?
Afinal, são apenas, isso mesmo, sondagens, resultados só domingo à noite!

Programas e temas da campanha
Da competência para cumprir o acordo com a troika, cortar aqui ou ali, despedir mais ou menos funcionários públicos, aumentar ou baixar impostos, privatizar tudo ou quase tudo ou até nacionalizar o resto da banca... temas houve para todos os gostos!

Voto útil
O voto útil é sempre no nosso, sendo inútil nos outros... que democratas!
Segundo alguns um voto num partido sem hipóteses teóricas/históricas de eleger um qualquer deputado num determinado circulo eleitoral é considerado inútil.
Segundo alguns, um voto num partido que não contribua para formar um governo é um voto inútil.
Para evitar estes argumentos e porque defendo a proporcionalidade sou dos que apoiam a criação de um circulo nacional para "aproveitar" todos os votos "desperdiçados". Venha a reforma eleitoral quanto a esta questão!
Por mim o únivo voto inútil é o do abstencionista. É um voto demissionário.

VOTE

Ligações úteis:
http://www.cne.pt/cne-mc/content/legislativas-2011
http://www.portaldoeleitor.pt/Legislativas2011/Eleicao.aspx
http://www.tribunalconstitucional.pt/tc/home.html
http://www.dgai.mai.gov.pt/?area=103&mid=001

Saiba onde votar:
https://www.recenseamento.mai.gov.pt/

Veja os partidos concorrentes no seu círculo eleitoral:
http://www.cne.pt/dl/listas_ar_2011_admitidas.pdf

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sexta-feira, maio 27, 2011

Ministério da Cultura ou Super-Ministério da Administração Interna?


Num certo dia de campanha eleitoral, hoje, sexta-feira, eis que a Direita sem aspas e mostra-se, o CDS-PP defende um "Super-Ministro" da Administração Interna para combater a insegurança, já o PSD quer menorizar a Cultura, com o regresso a uma mera Secretaria de Estado da Cultura!
Pagará o já curto orçamento da cultura esse "super-ministério" securitário?
Na véspera foi a defesa da revisão da lei da despenalização do aborto e um eventual referendo... o 3.º sobre o tema!?
Aí temos o que nos espera com um nova AD.

Votar é escolher, é optar!

Vai a questão:
1) Ministério da Cultura + Ministério da Administração Interna;
ou
2) Secretaria de Estado da Cultura + "Super-Ministério" da Administração Interna?

Diziam por aí que não há diferenças entra a Direita e a Esquerda...

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