sexta-feira, junho 03, 2011

Breves notas sobre uma campanha eleitoral: eleições legislativas Portugal 2011

Eleição da Assembleia da República - 5 de Junho de 2011, as candidaturas admitidas:

BE. Bloco de Esquerda

CDS-PP CDS - Partido Popular

MEP Movimento Esperança Portugal

MPT Partido da Terra

P.H. Partido Humanista

PAN Partido Pelos Animais e Pela Natureza

PCP-PEV CDU - Coligação Democrática Unitária

PDA Partido Democrático do Atlântico

PND Nova Democracia

PNR Partido Nacional Renovador

POUS Partido Operário de Unidade Socialista

PPD/PSD Partido Social Democrata

PPM Partido Popular Monárquico

PPV Portugal pro Vida

PS Partido Socialista

PTP Partido Trabalhista Português

Um total de 17 partidos ou coligações, ainda que nem todos sem apresentem em todos os círculos eleitorais.

Tempos de antena
A lei eleitoral portuguesa garante (e bem, nem aceitariamos cenário diferente) tempos de antenas nas televisões e nas rádios a todas as listas candidatas.
É um direito, garante um mínimo dos mínimos aos pequenos partidos com parcos meios para a campanha... e é aqui que me quero centrar... alguns pequenos partidos, sem dinheiro para grandes cartazes, nem brindes, nem folhetos, visibilidade mediática, nem apoiantes para encher grandes comícios deveriam fazer uma aposta substancial aqui... no entanto alguns, por falta de meios humanos ou económicos, não sabemos desperdiçam os mesmos não transmitindo os seus tempos de antena... não entendemos!!!

Debates
Alguns, cedendo ao mediatismo, acham que só devia haver debate entre os partidos parlamentares, alguns vão mais longe e defende que só deveriam debater os líderes de PSD e PS, outros que deveriam ser debates a dois todos contra todos... com 17 partidos é impraticável.
A ser pensado numa próxima campanha eleitoral, o que defendo?
Um debate em simultâneo nas três televisões generalistas em sinal aberto ou três debates, um em cada uma delas com todos os partidos, um debate alargado em termos de tempo, de 2 horas! Ou a Democracia não é mais importante do que o mediatismo? Depois que se fizessem as entrevistas a cada candidato, os frente a frentes com os candidatos parlamentares, independentemente de mais alguns tipos de debates.
Dois pequenos partidos ganharam uma batalha judicial nesta campanha... um deles faltou aos debates!!!???

Dia de reflexão
Alguns contestam este dia, eu defendo-o.
Depois de 15 dias de campanha, de uma pré-campanha com outros tantos, um dia para pensar nas propostas, sem pressão, sem gritos de altifalantes ou buzinadelas... não se trata de menorizar o eleitor, como alguém defende, não gostaria de ver entrega de propaganda eleitoral à porta das mesas de voto... alguém vê utilidade nisso?

Quais as opções?
Votar à direita, esquerda, centro ou outra coisa qualquer...
Votar apoiando o acordo/memorando da troika/triunvirato, apoiar a renegociação da dívida ou até o não pagamos...
Voltar por Portugal de vocação europeia, de vocação atlântica, num Portugal lusófono, dando importância a tudo isto ou num Portugal isolado...
Votar pelos serviços públicos de qualidade e ao seviço de todos ou votar num Estado minimalista e em que pague quem pode com o Estado a subsidiar os privados...
Votar por terceiro referendo à despenalização do aborto ou pelo melhoria da aplicação da actual lei...
Votar por que se cumpra finalmente uma regionalização, num processo bem debatido, construído de baixo para cima, bem explicado, cumprindo a Constituição ou enterrar de vez a Regionalização porque ao fim e ao cabo os cidadãos não merecem nem necessitam de representantes regionais democraticamente eleitos...
Votar por uma redução de Ministérios, o da Cultura incluída... ao mesmo tempo que se cria uma Secretaria de Estado para o Idoso e se cria um Super-Ministério da Administração Interna ou então afirmar a importância da Cultura, mantendo este Ministério, sem querer desprezar a importância da Segurança mas não a sobrevalorizar...

Pluralismo
A cobertura jornalística deve ir de encontro ao que existe, se um partido quase não tem iniciativas não poderá fazer-se cobertura do que não existe, parece óbvio, no entanto, reiteradamente, preterir uns em função de outros, preferir uns em detrimentos de outros, com fotos ou imagens tendenciosas isso deve ser condenado.

Sondagens
Há sondagens para todos os gostos!
Não entendo os critérios jornalisticos que levam a apresentar uma sondagem como uma resultado eleitoral: o partido X ganha as eleições!
Parece, a acreditar nas vários estudos de sondagens, que está tudo decidido: o PSD ganha sem maioria absoluta, o PS fica em segundo a pouca distância, segue-se o terceiro, o PP, que formará uma nova AD com o PSD, depois a CDU, a seguir o BE, depois os pequenos partidos, provavelmente sem eleição de qualquer deputado, com uma subida dos votos brancos, nulos e da abstenção...
É o que "está escrito"... Será?
Afinal, são apenas, isso mesmo, sondagens, resultados só domingo à noite!

Programas e temas da campanha
Da competência para cumprir o acordo com a troika, cortar aqui ou ali, despedir mais ou menos funcionários públicos, aumentar ou baixar impostos, privatizar tudo ou quase tudo ou até nacionalizar o resto da banca... temas houve para todos os gostos!

Voto útil
O voto útil é sempre no nosso, sendo inútil nos outros... que democratas!
Segundo alguns um voto num partido sem hipóteses teóricas/históricas de eleger um qualquer deputado num determinado circulo eleitoral é considerado inútil.
Segundo alguns, um voto num partido que não contribua para formar um governo é um voto inútil.
Para evitar estes argumentos e porque defendo a proporcionalidade sou dos que apoiam a criação de um circulo nacional para "aproveitar" todos os votos "desperdiçados". Venha a reforma eleitoral quanto a esta questão!
Por mim o únivo voto inútil é o do abstencionista. É um voto demissionário.

VOTE

Ligações úteis:
http://www.cne.pt/cne-mc/content/legislativas-2011
http://www.portaldoeleitor.pt/Legislativas2011/Eleicao.aspx
http://www.tribunalconstitucional.pt/tc/home.html
http://www.dgai.mai.gov.pt/?area=103&mid=001

Saiba onde votar:
https://www.recenseamento.mai.gov.pt/

Veja os partidos concorrentes no seu círculo eleitoral:
http://www.cne.pt/dl/listas_ar_2011_admitidas.pdf

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segunda-feira, agosto 10, 2009

Açoriano Costa Neves candidato por Castelo Branco?

Costa Neves, ex-lider do PSD/Açores e ex-ministro da Agricultura é o candidato do PSD pelo círculo eleitoral de Castelo Branco, às proximas eleições legislativas.

O que pode levar um partido, sucessivamente, a candidatar para liderar listas de deputados à Assembleia da República, figuras sem ligação ao circulo eleitorial que irão representar?

Algumas hipóteses de resposta, cada uma mais inquietante do que a outra:

a) dão de barato a derrota? (contra a lista do PS liderada por José Sócrates)

b) incompetência dos notávies do seu partido na região?

c) masoquismo? (escolha impensada?)

d) desrespeito sucessivo pelos leitores de toda uma região (não sabiam o que fazer ao homem?)

Será que os eleitores e simpatizantes do PSD se sentem representados pelas más escolhas da sua liderança nacional? Depois de: Álvaro Barreto, Maria Elisa e Morais Sarmento ... Costa Neves! Os resultados estão à vista: rotunda derrota eleitoral obtida por todos. É só mais uma! O PS agradece, os poucos eleitores que elegerão o homem, terão sorte se acabar o mandato, pois já estamos habituados à prática parlamentar do PSD.

Aumento da abstenção... "divórcio entre eleitos e eleitores"... Andará isto tudo relacionado?

Complemento de 13 de Agosto...

Publicado hoje no jornal semanário "Reconquista":

SECÇÃO: Opinião
Ideias e factos 
Haja democracia 

Estão a sair, em cada partido político, as listas dos candidatos à Assembleia da República. Tem havido surpresas para todos os gostos, a demonstrar que há sempre gente em bicos de pés com vontade de entrar nas listas, seja pela direita, seja pela esquerda. Também apareceu o caso de Joana Amaral, “sondada” por outro partido diferente daquele a que pertence. Há ainda os casos dos arguidos que, mesmo assim se sentem no direito a candidatar-se, e sempre há partidos que os aceitam… Enfim, tudo isto em nome do serviço à democracia e ao país.
No que toca ao Distrito de Castelo Branco, vamos eleger apenas quatro deputados (menos um do que era habitual), dada a diminuição do número de eleitores. Mesmo sendo menos deputados, parece que os partidos da maioria não encontram nos residentes do distrito ninguém que pudesse ser cabeça de lista para as legislativas. O Partido Socialista apresenta José Sócrates, que reside em Lisboa, embora aqui venha votar, que todos conhecemos bem, mas não sei se ele conhece bem os nossos problemas específicos, para os apresentar na Assembleia da República.
O Partido Social Democrata apresenta Costa Neves, que é de Castelo-Branco, mas aquele dos Açores. Nem nós o conhecemos a ele, nem ele terá vindo muitas vezes ao nosso distrito para nos conhecer a nós. Pelos vistos repete-se a edição de Maria Elisa, com as anedotas que teve anexas, e que levaram ao seu pedido de renúncia ao mandato.
Se os deputados não servem para representar o seu Distrito e apresentar os problemas aí existentes, porquê manter as eleições por círculos distritais? Alterem a Constituição e façam listas nacionais! O que acontece, é que nesta óptica actual, os partidos políticos não estão para responder aos problemas do povo, mas para dar “tacho” aos seus apaziguados e clientes. Assim se justifica que as distritais escolham uns candidatos, e o partido apresente apenas aqueles que são os seus meninos bonitos. A democracia acaba por ser, não o governo do povo, mas uma ditadura partidária, que impõe arbitrariamente aqueles que nos hão-de governar.

No tocante às autárquicas parece não haver ainda grandes novidades. No entanto também podemos estar sujeitos a que um ilustre dum partido, venha candidatar-se a um lugar onde é desconhecido. Mas aí os munícipes geralmente mandam-no passear…

Por: Agostinho Gonçalves Dias

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domingo, maio 31, 2009

Eleição dos deputados ao Parlamento Europeu em 2009

A Eleição dos deputados ao Parlamento Europeu em 2009 são a
7 de Junho de 2009.

Ordenação das candidaturas no boletim de voto
(Auto de sorteio do Tribunal Constitucional de 28.04.2009)

1 Bloco de Esquerda - B.E.
2 CDU - Coligação Democrática Unitária - PCP-PEV
3 Partido Social Democrata - PPD/PSD
4 Partido da Terra - MPT
5 Partido Popular Monárquico - PPM
6 Movimento Esperança Portugal - MEP
7 Partido Socialista - PS
8 Partido Popular CDS-PP
9 Partido Nacional Renovador - P.N.R.
10 Movimento Mérito e Sociedade - MMS
11 Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses - PCTP/MRPP
12 Partido Operário de Unidade Socialista - POUS
13 Partido Humanista - P.H.


Acrescente-se que a estas opções ainda tem mais três: voto nulo, voto em branco e a abstenção.
No entanto, não se esqueça que se não votar os deputados eleitos serão os mesmos e deixou que outros votem por si... 

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