domingo, maio 06, 2012

Eleições Grécia Legislativas 2012

Eleições legislativas gregas. Estão em causa e eleição de 300 deputados para o parlamento grego e a constituição de um novo governo.
Para um partido eleger deputados tem de superar os 3% dos votos.
Um parlamento fragmentado num país politicamente atomizado, 7 partidos superaram até ao momentos os desejados 3%, mas 4 partidos com mais de 2% e menos de 3% dos votos, juntos somando 10% dos votos ficam sem representação parlamentar.
Quando estão contados 90,08% dos votos, às 3h 44m 59s (Grécia) e apesar da curta diferença entre os vários partidos, estando a estabilizar as percentagens, damos aqui os resultados provisórios:

19,23% - Nova Democracia (centro-direita; Conservadores)
16,56% - Syriza (Esquerda Radical)
13,41% - PASOK (Socialistas)
10,54% - Gregos Independentes (Dissidência da ND)
8,4% - Partido Comunista Grego
6,92% - Aurora Dourada (extrema-direita; neo-nazi)
6,07% - Esquerda Democrática

Os Verdes Ecologistas e o Laos (extrema-direita; anti-semita), devem ficar à porta do parlamento com c. 2,9% dos votos.

Nova Democracia e PASOK, as duas formações políticas que têm alternado no poder desde 1974 perderam no conjunto mais de 40% dos votos por comparação com as eleições de 2009 – ao todo, tiveram então 77% dos votos; segundo resultados oficiais provisórios, não ultrapassam desta feita os 33%.

Com 21% de desemprego (em Portugal passamos os 15% e continua a subir...) na Grécia habituais partidos de Governo foram os mais penalizados. 

Para seguir em directo e consultar resultados definitivos, ver aqui.

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segunda-feira, maio 09, 2011

Apelo aos políticos portugueses: eleições legislativas

A bem do esclarecimento dos eleitores, a bem da transparência e da honestidade, pedimos a todos os partidos e coligações que se apresentem às próximas eleições legislativas portuguesas de 5 de Junho de 2011... Antes da tomada de decisão do voto, para ajudar à reflexão dos eleitores... que entendimentos, que coligações, que acordos parlamentares, depois dos votos contados, pensa cada partido ou coligação fazer?
Haverá ou não uma grande coligação com PS/PSD/PP, com ou sem maioria absoluta de PS ou PSD?
Haverá ou não um governo PSD/PP, se o PSD ganhar sem maioria absoluta?
Haverá ou não um governo PS/PP, se o PS ganhar sem maioria absoluta?
Que viabilidade terá um governo de esquerda, com uma vitória do PS sem maioria absoluta e a integrar PS/PCP/Verdes/BE? É mera hipótese estatística, utópica? Há um mínimo de vontade para tal?

No quadro do acordo assinado pela "troika"/triunvirato (FMI, UE e BCE) com o Governo de Portugal, tendo o aval de PS, PSD e PP, por oposição da frontal rejeição de PCP, Verdes e BE, resta escolher quem lidera o Governo? PS ou PSD? E no fundo pouco importará quem vença, pois teremos um Governo PS/PSD/PP, restando escolher quem o chefiará que do resto pouco fica?
A não ser assim, PS, PCP, Verdes e BE, que real alternativa apresentam para termos um Governo de Esquerda e não um Bloco Central?
PCP, Verdes e BE, estão dispostos a ceder quanto baste nas suas propostas para acordar com o PS um Governo de Esquerda, em nome da rejeição total do acordo com a "troika"?

O Presidente da República deverá chamar a formar Governo o lider do partido mais votado, mas não pode forçar um entendimento, convocar novas eleições de imediato não é opção, um governo de iniciativa presidencial, mesmo ponderado com os resultados eleitorais não é a melhor opção...

Os eleitores devem saber com o que contam.
Os eleitores devem saber em que não votam, se se prefigurarem acordos contra-natura.

OS ELEITORES MERECEM RESPEITO!

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domingo, abril 10, 2011

Vergonha!!!!


Fotografia retirada daqui.

Fernando Nobre o candidato independente (?) às últimas eleições presidenciais portuguesas... em Janeiro de 2011, é o cabeça de lista do PSD por Lisboa nas legislativas de Junho de... 2011!

Será pelo vil metal?
Será que as despesas da campanha presidencial obrigam a não desperdiçar o salário de Deputado à Assembleia da República?

O que distingue os chamados independentes dos candidatos partidários? Nada de importante. É tudo igual.

A listagem daqueles que hoje se dizem independentes depois de vários mandatos e anos de militância, porque uma questão legal, de opinião partidária, de luta pelos cargos (e não pelas ideias), por terem sido preteridos das listas em detrimento de outros, voltando logo quando a oportunidade surge... isto é um independente!?

Que pensam agora os eleitores que votaram nele por não ser candidato dum partido?

Perdeu-se um bom presidente da AMI e ganhou-se um politico como os outros, sem credibilidade, sem causas que não a do seu bolso e protagonismo público!

Uma fraude! Depois de todos os elogios que recebeu a sua candidatura, agora, agora é a desilusão completa... para quem ainda vai em cânticos de sereia dos pseudo-independentes!

Esta atitude mata qualquer futura viabilidade duma candidatura independente, com sucesso para se fazer eleger Presidente da República em Portugal.

Mais uma vez a questão que não me canso de colocar: Há (mesmo) políticos independentes?

VERGONHA!

Mais:
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1827362

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segunda-feira, abril 04, 2011

Encontro PCP e BE

O "milagre" (para quem acredita neles) aconteceu!

PCP e BE resolveram encontrar-se e chegar a um entedimento mínimo!
É uma boa notícia para a esquerda e para o país, é um sinal de esperança para o futuro político do país.
Em termos de governabilidade, se se tratar de apenas de um acordo entre os dois partidos, no quadro das eleições legislativas antecipadas, a qual não inclua o PS, de pouco significará, quanto a uma hipotética solução governativa, se bem que o recurso ao diálogo, dar-se espaço para um qualquer entendimento só por isso já é positivo.

Mais, aqui.

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segunda-feira, agosto 10, 2009

Açoriano Costa Neves candidato por Castelo Branco?

Costa Neves, ex-lider do PSD/Açores e ex-ministro da Agricultura é o candidato do PSD pelo círculo eleitoral de Castelo Branco, às proximas eleições legislativas.

O que pode levar um partido, sucessivamente, a candidatar para liderar listas de deputados à Assembleia da República, figuras sem ligação ao circulo eleitorial que irão representar?

Algumas hipóteses de resposta, cada uma mais inquietante do que a outra:

a) dão de barato a derrota? (contra a lista do PS liderada por José Sócrates)

b) incompetência dos notávies do seu partido na região?

c) masoquismo? (escolha impensada?)

d) desrespeito sucessivo pelos leitores de toda uma região (não sabiam o que fazer ao homem?)

Será que os eleitores e simpatizantes do PSD se sentem representados pelas más escolhas da sua liderança nacional? Depois de: Álvaro Barreto, Maria Elisa e Morais Sarmento ... Costa Neves! Os resultados estão à vista: rotunda derrota eleitoral obtida por todos. É só mais uma! O PS agradece, os poucos eleitores que elegerão o homem, terão sorte se acabar o mandato, pois já estamos habituados à prática parlamentar do PSD.

Aumento da abstenção... "divórcio entre eleitos e eleitores"... Andará isto tudo relacionado?

Complemento de 13 de Agosto...

Publicado hoje no jornal semanário "Reconquista":

SECÇÃO: Opinião
Ideias e factos 
Haja democracia 

Estão a sair, em cada partido político, as listas dos candidatos à Assembleia da República. Tem havido surpresas para todos os gostos, a demonstrar que há sempre gente em bicos de pés com vontade de entrar nas listas, seja pela direita, seja pela esquerda. Também apareceu o caso de Joana Amaral, “sondada” por outro partido diferente daquele a que pertence. Há ainda os casos dos arguidos que, mesmo assim se sentem no direito a candidatar-se, e sempre há partidos que os aceitam… Enfim, tudo isto em nome do serviço à democracia e ao país.
No que toca ao Distrito de Castelo Branco, vamos eleger apenas quatro deputados (menos um do que era habitual), dada a diminuição do número de eleitores. Mesmo sendo menos deputados, parece que os partidos da maioria não encontram nos residentes do distrito ninguém que pudesse ser cabeça de lista para as legislativas. O Partido Socialista apresenta José Sócrates, que reside em Lisboa, embora aqui venha votar, que todos conhecemos bem, mas não sei se ele conhece bem os nossos problemas específicos, para os apresentar na Assembleia da República.
O Partido Social Democrata apresenta Costa Neves, que é de Castelo-Branco, mas aquele dos Açores. Nem nós o conhecemos a ele, nem ele terá vindo muitas vezes ao nosso distrito para nos conhecer a nós. Pelos vistos repete-se a edição de Maria Elisa, com as anedotas que teve anexas, e que levaram ao seu pedido de renúncia ao mandato.
Se os deputados não servem para representar o seu Distrito e apresentar os problemas aí existentes, porquê manter as eleições por círculos distritais? Alterem a Constituição e façam listas nacionais! O que acontece, é que nesta óptica actual, os partidos políticos não estão para responder aos problemas do povo, mas para dar “tacho” aos seus apaziguados e clientes. Assim se justifica que as distritais escolham uns candidatos, e o partido apresente apenas aqueles que são os seus meninos bonitos. A democracia acaba por ser, não o governo do povo, mas uma ditadura partidária, que impõe arbitrariamente aqueles que nos hão-de governar.

No tocante às autárquicas parece não haver ainda grandes novidades. No entanto também podemos estar sujeitos a que um ilustre dum partido, venha candidatar-se a um lugar onde é desconhecido. Mas aí os munícipes geralmente mandam-no passear…

Por: Agostinho Gonçalves Dias

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