segunda-feira, maio 09, 2011

Apelo aos políticos portugueses: eleições legislativas

A bem do esclarecimento dos eleitores, a bem da transparência e da honestidade, pedimos a todos os partidos e coligações que se apresentem às próximas eleições legislativas portuguesas de 5 de Junho de 2011... Antes da tomada de decisão do voto, para ajudar à reflexão dos eleitores... que entendimentos, que coligações, que acordos parlamentares, depois dos votos contados, pensa cada partido ou coligação fazer?
Haverá ou não uma grande coligação com PS/PSD/PP, com ou sem maioria absoluta de PS ou PSD?
Haverá ou não um governo PSD/PP, se o PSD ganhar sem maioria absoluta?
Haverá ou não um governo PS/PP, se o PS ganhar sem maioria absoluta?
Que viabilidade terá um governo de esquerda, com uma vitória do PS sem maioria absoluta e a integrar PS/PCP/Verdes/BE? É mera hipótese estatística, utópica? Há um mínimo de vontade para tal?

No quadro do acordo assinado pela "troika"/triunvirato (FMI, UE e BCE) com o Governo de Portugal, tendo o aval de PS, PSD e PP, por oposição da frontal rejeição de PCP, Verdes e BE, resta escolher quem lidera o Governo? PS ou PSD? E no fundo pouco importará quem vença, pois teremos um Governo PS/PSD/PP, restando escolher quem o chefiará que do resto pouco fica?
A não ser assim, PS, PCP, Verdes e BE, que real alternativa apresentam para termos um Governo de Esquerda e não um Bloco Central?
PCP, Verdes e BE, estão dispostos a ceder quanto baste nas suas propostas para acordar com o PS um Governo de Esquerda, em nome da rejeição total do acordo com a "troika"?

O Presidente da República deverá chamar a formar Governo o lider do partido mais votado, mas não pode forçar um entendimento, convocar novas eleições de imediato não é opção, um governo de iniciativa presidencial, mesmo ponderado com os resultados eleitorais não é a melhor opção...

Os eleitores devem saber com o que contam.
Os eleitores devem saber em que não votam, se se prefigurarem acordos contra-natura.

OS ELEITORES MERECEM RESPEITO!

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1 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Não julgo que o caminho correcto seja a discussão sobre os vários cenários de coligações, entendimentos etc. entre os Paridos que nos levaram a esta situação. O que interessa agora é como vão estes Partidos gerir as poucas alternativas que nos foram deixadas pelo "acordo", numa perspectiva realmente de esquerda (para quem diz que é). Dou-lhe uns exemplos: O que vão fazer perante os escandalosos juros (punitivos) que nos querem impor e condicionam totalmente o desenvolvimento?? Porque não contactam com as suas familias politicas dos outros PIGS e apresentam uma frente unida perante a UE?? Isso sim iria meter-lhes medo!! É que o fantasma da Islândia assusta-os e serem acusados de serem mais liberais (no sentido financeiro) que o próprio FMI deve fazer mossa. A UE já tinha dado o exemplo ao impedir o BCE de comprar divida soberana no mercado primário mas agora não esconde: entre os Povos e os especuladores prefere os ultimos!! E onde está a estratégia para o desenvolvimento do País?? É que falar no sucesso das renováveis e, à pala disso não rever os verdadeiros escandalos de que se alimentam Mira Amaral e outros é curto. Como é curto falar exaustivamente em exportações e não legislar minimamente sobre a substituição de importações.
Mas dou-lhe mais uns exemplos (de todos) em tempos de crise: Como é possivel que, num País com 650.000 desempregados os sindicatos ignorem sobranceiramente que há cá 1000 tailandeses a trabalhar na agricultura?? Estão mal pagos?? São escravizados?? Ou pura e simplesmente o sistema incentiva a que os nacionais não queiram para deleite ideológico dos empresários?? O que propõem para reduzir as despesas?? Onde e como?? E para as receitas, como é?? Claro que a "desvalorização fiscal", numa perspectiva ESTÁTICA é ruinosa mas nós queremos ou não crescer?? É que numa perspectiva DINAMICA a SS receberia o mesmo se por cada ponto de redução da TSU fossem admitidos mais 5 % de pessoal!! E isto sem falar dos subsidios que DEIXAVA de PAGAR. Devemos descartar totalmente a ideia, nesta época de crise e desemprego só porque vem dos "outros"?? Ou indexar a eventual descida ao aumento por exemplo de emprego?? Um partido que se diz socialista (e mesmo social-democrata) não pode deixar de ter uma mão na estratégia de desenvolvimento do País. Até porque já foi amplamente provado tanto nas renováveis como na Vivo que resulta!! Onde e como estão os "clusters" que Michael Porter indicou há mais de 20 anos e Mira Amaral meteu no "artigo cesto"??
Julgo que o calçado de qualidade e o vinho vão bem e recomendam-se graças aos esforços dos empresários mas e os outros, em particular a floresta, aquacultura e tantos outros "sorvedouros" de mão de obra só razoavelmente qualificada mas que tambem tem direito a viver ?? E não vale a pena mandar umas "farpas" aos finlandeses porque eles até têm razão em muitas coisas e a sua prosperidade actual saiu-lhes do "pelo". Estaline invadiu-os em 1939 (o que deu origem à tal ajuda portuguesa em nome do anti-comunismo) ; Em 42 (?) recusaram aos nazis (é preciso tê-los!!) atacar Leninegrado pelo Norte, muito ajudando assim os soviéticos e em 89-90 ficaram de "pantanas" económicamente com a queda do ex-"Bloco de Leste". Tiveram de refazer (com pouca ajuda) a sua economia apostando sobretudo nos "clusters" da floresta e das TIC`s e hoje são o que são. Deviam ser mais um exemplo que outra coisa.

Abraço, António Jardim

4:32 da tarde  

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