domingo, junho 17, 2012

Grécia a votos, hoje! Nossos votos...

"A Grécia nas Ruínas de Missolonghi", óleo sobre tela de Eugène Delacroix, 1826

Os eleitores gregos voltam hoje à urnas, que o voto do povo grego possa contribuir para o mitigar da crise e para não aumentá-la.
Seja qual for o resultado, com ou sem maioria de um só partido, faço votos que saia destas eleições uma maioria parlamentar, a bem da Grécia...
Que os eleitores confrontados com o boletim de voto, perante as escolhas que tem, vote a pensar no futuro do seu país, independentemente das pressões externas ou dos desejos de quem quer decidir o futuro do seu país por eles.

É preciso dizer BASTA a alguns líderes de alguns Estados querem decidir pelos povos de outros países: se devem ou não devem fazer referendos (e já agora aconselhando Sim ou Não, neles), se devem ou não devem ir a votos, se devem ou não devem pedir ajuda externa...

Um desejo que não posso deixar de manifestar, que a extrema-direita grega que quer "varrer" os estrangeiros dos empregos, das escolas e dos hospitais... do país, enfim, seja ela "varrida" do parlamento grego.

Sobre as últimas eleições gregas em Maio, ver aqui.

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segunda-feira, junho 16, 2008

Referendo Europeu, Irlanda vota pelo Não ao Tratado de Lisboa

O Tratado de Lisboa foi referendado na Irlanda e os eleitores decidiram pelo NÃO ao Tratado.

Tentando esmagar a "afronta" irlandesa e ainda mal recuperados do "choque irlandês"... gritam alguns: "novo referendo, novo refenrendo"... até que o SIM ganhe!

"A Irlanda não conta. Basta inventar uma nova maneira para rodear, calar, suprimir a opinião da ignorância, que se julga independente ou soberana. (...) A 'Europa' não 'pára' por uns votos. De que, aliás, não gosta." (Vasco Pulido Valente, "Público", 15/06/2008)
Raras vezes concordo com a sua opinião, esta é uma excepção à regra.

"Os chefes de governo que negociaram o Tratado de Lisboa e congeminaram o processo que levaria à sua ratificação emergem deste processo como pequenos delinquentes apanhados a roubar caramelos numa mercearia". (Pedro Magalhães, "Público", 16/06/2008)

"Os líderes políticos não se derem conta de que a integração europeia já não pode avançar `margem das opiniões públicas" (Francisco Sarsfield Cabral, "Público", 16/06/2008)

Como seria em Portugal? 
Não saberemos... não há referendo! (Ufa!!)

Os eleitores são muito (im)previsíveis!
As sondagens são melhores! Até se podem encomendar...

Quando, como argumentos a favor, se usa a chantagem: "porque receberam muitos subsídios e agora não podem ser ingratos", "se votam contra são contra a União Europeia e o melhor é sairem", "menos de um milhão eleitores não podem decidir o futuro da UE"... por esta lógica de demografia eleitoral no Luxemburgo não se devem fazer referendos.

Não sei onde fomos buscar a ideia de que um eleitor português vale o mesmo que um eleitor francês, um irlandês, um espanhol, um romeno, um alemão, belga  ou grego!?

Os irlandeses não foram na chantagem... temos pena!

O chamado divórcio entre os eleitores e os eleitos é ainda maior quando os assuntos são europeus: seja nas eleições europeias, seja nos referendos, seja pela grande abstenção, seja pelo conteúdo das campanhas.

Quando a União Europeia se resume à questão dos subsídios, apoios às novas adesões, fundos comunitários, "eu abdico do direito de ter direito de veto: quando milhões de euros me dás", "eu abdico de ter um comissário europeu: quantos euros me dás", "eu troca por euros o facto de a minha língua ser língua oficial", "eu aceito a perda de deputados europeus se me deres...", "eu abato a minha frota pesqueira se me deres"... afinal, há aqui qualquer coisa de PROSTITUIÇÃO POLÍTICA?

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