quarta-feira, junho 17, 2015

Eleições presidenciais americanas. O xenófobo Donald Trump...

“quando o México envia as suas pessoas, não está a mandar os melhores”, mas sim cidadãos “com muitos problemas”. “Estão a enviar drogas. Estão a enviar crime. São violadores”
Donald Trump
Fonte: http://ionline.pt/397670?source=social

Notícia publicada no México, aqui.


Um dos anunciados candidatos às próximas eleições presidenciais nos Estados Unidos da América, fez umas declarações lamentáveis e se a ideia era serem notícia, conseguiu.
Donal Trump, o multimilionário do sector imobiliário é simpatizante republicano, potencial candidato independente ou candidato a apresentar-se às primárias pelo Partido Republicano, das quais sairão o candidato republicano contra o candidato do Partido Democrata, igualmente escolhido nas primárias. 

Infelizmente, é só mais uma declaração ignorante e polémica, oriunda da áreas do conservador e nacionalista Partido Republicano americano, não raras vezes fanáticas do ponto de vista religioso, racistas e xenófobas.

O grande problema dos EUA não é a imigração, mexicana, hispânica ou outra qualquer, são: a deficitária cobertura do sistema de saúde pública, do sistema de educação pública e a questão da venda livre de armas... de guerra (incluídas)... ao que parece a chacina sistemática e anual, de alunos e professores nas escolas americanas, pela mão de actuais ou ex-alunos, baleados em tiroteios, reflexo de uma sociedade doente, paranóica e que insiste em não acabar com a livre venda de armas... 

Se a maior parte dos mexicanos que vivem nos EUA tivessem papéis e direito ao voto... estamos a falar de cerca de 30 milhões de mexicanos... outro galo cantaria! 

No dia em que toda a comunidade mexicana que vive nos EUA, decidisse fazer um greve total... os EUA parariam e o discurso americano mudaria...

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quinta-feira, agosto 08, 2013

A Suiça e os imigrantes...

Imagem retirada daqui.

Cito aqui uma notícia do jornal "Público" sobre a questão imigratória na Suiça.
Ler sobre o mesmo assunto notícia no jornal "El País".

Algumas localidades suíças querem manter pessoas que estejam no país a pedir asilo longe de certas áreas: piscinas, campos de jogos e bibliotecas, por exemplo. A ideia foi imediatamente condenada por organizações de defesa de direitos humanos que o consideram “intolerável” e “racista”.Na cidade de Bremgarten, a oeste de Zurique, onde um novo centro para requerentes de asilo abriu no mês passado, os responsáveis disseram que os refugiados não poderiam estar em 32 “zonas de exclusão”, que incluíam ainda recreios de escolas e uma igreja.Os responsáveis defendem a medida, dizendo que pretende prevenir tensão com residentes.  O presidente da câmara da cidade de Menzigen disse que os refugiados que pedem asilo não deveriam poder entrar em “zonas sensíveis”, como as zonas em volta de uma escola. “Esta é certamente uma área muito difícil, porque aí os requerentes de asilo poderiam encontrar as nossas crianças em idade escolar – pequenas raparigas e rapazes”, disse Roman Staub.A Suíça tem o maior número de requerentes de asilo per capita da Europa (um em cada 332 habitantes, contra um em cada 625 habitantes na Europa) e tem neste momento cerca de 48 mil pedidos para processar. A correspondente da BBC em Genebra, Imongen Foulkes, diz que a controvérsia reflecte o à vontade cada vez menor dos suíços com esta situação.O país apertou já os critérios numa lei aprovada em referendo em Junho.As agências de refugiados sublinharam que as pessoas que pedem asilo “estão na Suíça legalmente e não cometeram qualquer crime”, como disse o porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR), Dan McNorton. Assim, deveriam gozar de liberdade de movimento. “Estamos a falar, em muitos casos, de crianças, mulheres, homens que fugiram de guerra e perseguição e que desejam, tanto quando possível, regressar a uma vida melhor.”

Esta situação é inaceitável, seja à luz dos direitos humanos, seja do conceito do direito de asilo, a chamada Confederação Helvética, também conhecida como Suiça, deveria ser chamada à atenção pela ONU, pressionada pela União Europeia e levada ao Tribunal de Haia.
É tempo dos países deixarem de tratar os imigrantes como potenciais criminosos.

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segunda-feira, maio 02, 2011

Xenofobia, racismo, Espaço Schengen e questão dos refugiados

Notas soltas, em tempos de regresso ao "orgulhosamente sós" em algumas paragens e da profusão de movimentos apostados na lógica dos "nacionais primeiro"... uma mensagem de quem não dança ao som desta "música"...


"[A] Itália e a França entretêm-se a desfazer Schengen por causa de vinte mil deslocados de guerra (a Tunísia recebeu mais de duzentos mil da Líbia)."

Rui Tavares, in "Público", 02/05/2011)


Os 27 Estados-Membros da União Europeia são os seguintes: Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre, República Checa, Dinamarca, Estónia, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Hungria, Irlanda, Itália, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Países Baixos, Polónia, Portugal, Roménia, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Suécia e Reino Unido. Destes, a Dinamarca, a Irlanda e o Reino Unido apenas aplicam parte do Acordo de Schengen (1985).

Resumidamente o Acordo de Schengen visa facilitar a circulação de pessoas e mercadorias dentro das fronteiras (abolir essas fronteiras) da União Europeia e simultaneamente reforçar as fronteiras europeias com o resto do Mundo.


Ainda no "Público" de hoje, Christopher Hitchens, afirma: "Uma razão para ser anti-racista convicto é o simples facto de que a 'raça' é uma construção sem validade científica."


O que é um refugiado? Ver aqui e aqui.

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segunda-feira, abril 26, 2010

Repúdio total

Governadora do Estado do Arizona, Jan Brewer, assina lei que criminaliza a imigração ilegal e já condenada pelo Presidente dos EUA, Barack Obama.
O Presidente do México, Felipe Calderon, referindo-se à lei do Arizona, crítica a lei, que muitos classificam de "racista e xenófoba".

Custará muito a perceber que um imigrante ilegal não é um potencial criminoso?

Mais aqui:
http://www.publico.pt/Mundo/arizona-adopta-restritiva-lei-contra-a-imigracao-ilegal_1433847
http://dn.sapo.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1553245&seccao=EUA%20e%20Am%E9ricas
http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u725325.shtml

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sexta-feira, janeiro 08, 2010

Quem pára a xenofobia e o racismo?

No jornal "Público" de ontem, 08/01/2010:

Livro do jornalista Gian Antonio Stella denuncia um crescente ambiente xenófobo e homofóbico.

"Nem animais, nem estrangeiros": o racismo banaliza-se na Itália de Silvio Berlusconi.

Um futebolista italiano tratado por "preto de merda", anúncios de imobiliário que estabelecem "nem animais, nem estrangeiros", imigrantes agredidos na noite de Ano Novo: os comportamentos xenófobos têm-se banalizado em Itália, e alguns evocam mesmo um "racismo institucional".



Perguntamos:

Pode a União Europeia suportar este discurso e esta prática no seu seio?

NÃO PODE!

Quem pára Silvio Berlusconi e os seu aliados?

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