domingo, maio 25, 2014

Eleições europeias de 2014: em Portugal e na Europa... resultados

Com 99,46% dos votos contados e com todas as freguesias apuradas e faltando 17 consulados dos 71, com a atribuição em causa de 4 dos 21 deputados. Sem resultados das 12 freguesias onde houve boicote.

Os resultados em Portugal, aqui.
Quadro comparativo com as eleições europeias de 2009, aqui.
Os resultados em toda a União Europeia, aqui.

Nos 28 estados-membros da União Europeia elegiam-se 751 deputados europeus, face aos 766 eleitos em 2009.
Portugal elegia 21 representantes, ao passo que em 2009 tinha direito a 22.

Histórico das eleições europeias em Portugal... para ver as eleições mais recentes: 1999 e 2004, ver aqui.
Histórico desde 1987, a primeira vez que se votou em Portugal para o Parlamento Europeu, no quadro da então CEE, aqui.

O global do Parlamento Europeu:
O PPE sendo o que recolhe mais votos, perde mais de 50 deputados.
O PSE ganha dois deputados, mesmo com a descida dos deputados europeus a eleger para o PE.
Em geral os pequenos partidos sobem devotação, beneficiando os extremos...

Imagem do Parlamento Europeu, retirada daqui.

No caso português:
Uma vitória clara do Partido Socialista, ganhando em votos, ganhando um deputado europeu (um total de 7) num cenário de perda de um representante do país no PE, aumentando percentualmente e em votos absolutos, mesmo com uma abstenção recorde. 
A direita perde meio milhão de votos. Juntos PSD e PP, têm menos votos, percentualmente e menos dois deputados do que separados em 2009. É uma penalização clara da coligação governamental, mesmo que estas não sejam eleições puramente nacionais. É ainda o pior resultado de sempre da Direita em eleições europeias desde as 1.as eleições para o PE em que Portugal participou, 1987...
A CDU sobe de votos (apesar do aumento da abstenção) e em percentagem (mais 2%) face a 2009. A coligação comunistas-verdes, PCP e PEV, obtém o seu segundo melhor resultado em eleições europeias, melhor só em... 1989!
O MPT, um partido que escolheu um candidato com notoriedade pública, com alguma popularidade, polémico, com um discurso anti-partidos, um partido que nunca supera ou sequer se aproxima do 1%, seja em que eleição for, é usado como partido "barriga de aluguer" e acaba por ser o partido do "voto de protesto", sendo certamente um dos beneficiários da abstenção entre os partidos da maioria. Chega com Marinho Pinto aos 7%, conseguindo ser eleito deputado europeu.
O BE foi uma decepção, com menos de 5% dos votos, perde deputados, perde metade do seu eleitorado e cai de 3.º partido, ligeiramente à frente da CDU, para 5.º e fica ao nível de 2004.   
Nova subida dos votos nulos e em branco.
Um infeliz recorde de abstenção... 

A abstenção... infelizmente as eleições europeias são as que em Portugal e por toda a UE normalmente atinge níveis de abstenção mais altos... o que se deve a quatro factores... cada um com o seu peso (normalmente a data das eleições seria o primeiro), nesta há um factor extra, o último que refiro:
a) normalmente as eleições europeias realizam-se no início do Verão, quando em Portugal, por exemplo, muitos portugueses estão de férias, muitos deles foras da sua residência ou do seu circulo eleitoral... mas desta vez foi no final de Maio, quase ninguém está de férias, logo nestas eleições esta factor não se colocou;
b) os eleitores europeus não dão o devido peso a esta eleição, vêm a "Europa", os assuntos europeus, como algo distante, por mais que estejam enganados e o que se decide em Bruxelas (e Estrasburgo) os afecta no seu quotidiano...
c) os candidatos discutem mais as politicas nacionais que as europeias, retirando assim, eles próprios importância à eleição;
d) os partidos políticos apostam tudo nas eleições legislativas e municipais, restam poucas forças e recursos para as europeias;
e) num cenário de crise europeia e de consequente austeridade, a eleição foi visto como forma de contestar os respectivos governos e a "liderança europeia", por isso, quer a maior abstenção, quer o "voto de protesto", quer a transferência de votos para o maior partido da oposição, quer a subida dos votos nulos e em branco, é sinal desse descontentamento.   

Da cobertura jornalística desta noite eleitoral, o caso do "Público":
"PS pior do que o PSD em 2009 e a anos-luz dos resultados que obteve em 2004"
Não há pachorra para este jornalismo tendencioso...
A verdade dos factos é esta:
o Partido Socialista vence as eleições para o Parlamento Europeu em Portugal;
o PS ganha quase mais 100 mil votos em relação a 2009 (mesmo com um recorde de abstenção);
o PS melhorou em quase 5% a sua votação;
o PS ganha um deputado europeu face a 2009, 7 (contra 6), mesmo num cenário em que Portugal perde um representante europeu, de 22 (em 2009), fica com 21 e ainda falta atribuir 4 deputados!
o PS vence uma aliança da direita no poder, que em 2009 tinha obtido 40% dos votos e agora obtém 27%.
É uma vitória clara do PS, em especial do seu secretário-geral António José Seguro e do cabeça de lista às europeia Francisco Assis.
A leitura desta vitória... há muitas, mas é uma vitória indiscutível, como indiscutível a derrota da coligação de direita (PSD-PP).
Portanto, esta notícia do Público o que pretende!?

Mais, aqui.

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