segunda-feira, outubro 22, 2012

Movimento de Alternativa Socialista (MAS)


Foi entregue no Tribunal Constitucional o pedido de legalização do Movimento de Alternativa Socialista 
(MAS), são necessárias um mínimo de 7500 assinaturas para legalizar um novo partido, o MAS entregou 9259 assinaturas.
Este movimento, que se pretende tornar formalmente partido filia-se na Liga Internacional dos Trabalhadores - Quarta Internacional (LIT-QI), de que se diz a secção portuguesa da mesma, sendo de índole "trotkista".
Este novo "partido" surge como cisão do BE, por militantes ligado à Ruptura/FER, uma das tendências do Bloco de Esquerda, que foi formado no essencial por três partidos (PSR, UDP e Política XXI) 


Liga Socialista dos Trabalhadores (LST) desde 1983 até 1989, data em que muda para Frente da Esquerda Revolucionária (FER), em 2000 fundiu-se com o movimento estudantil Ruptura, dando origem à Rupura/FER, desde 2003 aderiram em bloco ao Bloco de Esquerda, levando no seu II Congresso, em 2005, à sua dissolução, oficializada nesse mesmo ano pelo TC... em 2012 nasce o MAS...

A sua maior expressão eleitoral respeita às origens, em 1983, quando teve 11500 votos nas Eleições Legislativas desse ano, obtendo 0,20% dos votos, por isso não sei o que esperam conseguir!

O Bloco de Esquerda resultou num projecto original, se se entender que juntou aqueles que historicamente se dividem e subdividem até não sobra ninguém... fez o caminho contrário ao que normalmente é feito pela extrema-esquerda... juntos tentar eleger deputados, tendo representação parlamentar ganhar voz, em vez de dividir a esquerda ou se preferirem a extrema-esquerda.

Como cisão duma força partidária, o BE, em perda eleitoral nas últimas eleições e tendo em conta as votações desta corrente que vem desde 1983, talvez a esperança seja recolher algum voto de protesto devido à crise, em próximos actos eleitorais... numa democracia representativa não basta ter força/visibilidade na rua, tem de se ganhar peso eleitoral, sem um mínimo de representação parlamentar qualquer partido perde a voz, no local onde se tomam decisões para poder mudar o que está mal, sem representação na Assembleia da República, nas autarquias, no Parlamento Europeu... não conta!

A direita em Portugal tradicionalmente tem dois partidos (PPD/PSD e CDS-PP) que contam eleitoralmente e que sempre que é necessário se coligam (não importa agora falar de traições e confusões entre eles!!!) para formar Governo... à esquerda é o que se sabe, excepto pontualmente para algumas acções conjuntas e num dado momento histórico em Lisboa, nunca houve real entendimento... para formar um Governo, para ir a votos coligados ou fazer após eleições acordos parlamentares... PS, CDU (PCP + PEV) e BE não se entendem... preferem a direita no poder a cederem no que seja!? O PS foi forçado (preferiu?) a entender-se ora com o PSD (bloco central), ora com o CDS para formar Governo por falta de entendimento à esquerda. 

Ver estatutos do MAS.

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